sábado, 30 de maio de 2009

Anabaptistas

Anabaptistas ("re-baptizadores", do grego "ana" e "baptizo"; em alemão: Wiedertäufer) são cristãos da chamada "ala radical" da Reforma Protestante. São assim chamados porque os convertidos eram batizados em idade adulta, desconsiderando o até então batismo obrigatório da igreja romana. Assim, re-batizavam todos os que já tivessem sido batizados em criança, crendo que o verdadeiro baptismo só tem valor quando as pessoas se convertem conscientemente a Cristo.

Origem
O primeiro uso do termo Anabatistas ocorreu após o Segundo Concílio de Cartago no ano 225 quando 87 bispos sob a direção de Ciprianodecidiram rebatizar os fiéis das igrejas adeptas Novaciano, porém o o bispo da Igreja de Roma, Papa Estêvão I favoreceu a aceitação do batismo feito por grupos cismáticos.
Em primeira instância, os grupos que realizavam o re-batismo eram os adeptos do Montanismo e Novacianismo até o séc.IV, os seguidores doDonatismo até o séc.X na África, os Paulícianos condenados pelo código justiniano pelo anabatismo em 525 d.C., expandindo a prática até meados da reforma, os Bogomilos nos Balcãs e Bulgária do século IX até meados da reforma.
A Reforma Protestante do século XVI reacendeu os princípios bíblicos da justificação pela fé e do sacerdócio universal foram novamente colocados em foco. Contudo, enquanto Lutero, Calvino e Zuínglio mantiveram o batismo infantil e a vinculação da igreja ao Estado, os anabatistas liderados por Georg Blaurock, Conrad Grebel e Félix Manz ansiavam por uma reforma mais profunda.
Os anabatistas fundaram então sua primeira igreja no dia 21 de janeiro de 1525, próxima a Zurique, na Suíça, de acordo com a doutrina e conduta cristãs pregadas no Novo Testamento e testemunharam sua nova vida em Cristo.
É difícil sistematizar as crenças anabatistas daquela época, porque qualquer grupo que não era católico ou protestante e que batizava adultos, como os unitários socinianos ou semi-gnósticos como Thomas Muentzer eram rotulados como anabatistas. Esses grupos, junto com os Anabatistas constituem a Reforma Radical.
Em "In nomine Dei", José Saramago retrata um conhecido episódio na história do movimento anabaptista que teve lugar na cidade de Münster(no norte da Alemanha), onde entre 1532 e 1535 foi estabelecida uma teocracia nas linhas das orientações desta denominação. Ver a Rebelião de Münster.
Anabatistas Hoje
Depois de serem massacrados na Guerra dos Camponeses, os Anabaptistas sobreviveram na sua forma pacifista, como a Igreja Mennonita. Originalmente concentrados no vale do rio Reno, desde a Suíça até a Holanda, os anabatistas conquistaram adeptos de cultura germânica. Perseguidos pelo Estado e guerras, tiveram imigração em massa para a Rússia e América do Norte. No final do século XIX e começo do XX surgiram colônias na América do Sul (Paraguai, Argentina, Brasil, Bolívia), onde mantem suas culturas e fé.
Muitos Anabatistas conservadores vivem em comunidades rurais isoladas e desconfiam do uso de tecnologia.
Os principais remanescentes anabatistas são: os hutterites, mennonitas, amishes, cuja postura em muito se assemelha ao estilo de vida dos cristãos descrito no Novo Testamento, especialmente em Atos dos Apóstolos 4:34,35 (pacifismo, comunalismo na produção e consumo).
Os Anabatistas influenciaram ainda outras denominações religiosas, como os Quakers; Batistas; Dunkers e outras denominações protestantes que afirmam a necessidade de uma adesão voluntária à Igreja.

Doutrina
As doutrinas enfatizados pelos anabatistas são:
A Bíblia, principalmente a ética do Novo Testamento, devem ser obedecidas como a vontade de Deus, embora não sistematizando sua teologia, mas aplicando-as no dia-a-dia. A interpretação da Bíblia é realizada nos cultos e reuniões da igreja. Essa posição de evitar querelas teológicas evitou divisões de carácter doutrinários nas denominações anabatistas.
Credos e confissões são somente documentos para demonstrar aquilo que se crê em comum, assim não requerem a adesão formal a eles. Aceitam, portanto, em essência os Credos históricos do Cristianismo, mas não o professam.
A Igreja é uma comunidade voluntária formada de pessoas renascidas. A Igreja não é subordinada à nenhuma autoridade humana, seja ela o Estado, ou hierarquia religiosa. Assim evitam participar das atividades governamentais, jurar lealdade a nação, participar de guerras.
A Igreja não é uma instituição espiritual e invisível, mas uma coletividade humana e real, marcada pela separação do mundo e do pecado e uma posição afirmativa em seguir os mandamentos de Cristo.
A Igreja celebra o Batismo adulto por infusão como símbolo de reconhecimento e obediência a Cristo, e a Santa Ceia em memória da missão de Jesus Cristo.
A Igreja tem autoridade de disciplinar seus membros e até mesmo sua expulsão, a fim de manter a pureza do indivíduo e da igreja.
Como pode ser notado, a teologia anabatista é massivamente eclesiológica, baseada na vida comunitária e Igreja.
Quanto a salvação, o Anabatismo crê no livre-arbítrio, o ser humano tem a capacidade de se arrepender de seus pecados e Deus regenera e ajuda-o a andar em uma vida de regeneração.
O que é único na Teologia Anabatista, principalmente depois de Menno Simons, é a visão sobre a natureza de Cristo, possui uma doutrinasemi-nestoriana, crendo que Jesus Cristo foi concebido miraculosamente pelo Espírito Santo no ventre de Maria, mas não herdou nenhuma parte física dela. Maria, seria portanto um instrumento usado por Deus, para cumprir o Seu plano, mas não Theotókos (Mãe de Deus).
A essência do cristianismo consiste em uma adesão prática aos ensinamentos de Cristo.
A ética do amor rege todas as relações humanas.
Pacifismo: Cristianismo e violência são incompatíveis.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Igreja Presbiteriana Renovada

A Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil - IPRB é resultado da influência carismática e pentecostal que atingiu o protestantismo no Brasil nas décadas de 60 e 70 do século XX, alcançando várias denominações históricas. Na Igreja Presbiteriana do Brasil, tal influência provocou dissidências que levaram, em 1968, à organização da Igreja Cristã Presbiteriana - ICP e, em 1972, da Igreja Presbiteriana Independente Renovada - IPIR. Os líderes dessas Igrejas perceberam que ambas tinham muito em comum e envidaram esforços para uma união, o que aconteceu em 10 de janeiro de 1975, em Maringá, PR, depois de dois anos de entendimentos. Surgia assim a IPRB, hoje a segunda maior denominação presbiteriana do Brasil com mais de 100 mil membros. Professa a fé reformada, mas tem como marca distintiva a ênfase nos dons espirituais.

Presbiterianismo no Brasil
O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton(1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Alcançado por um avivamento em 1855, fez sua profissão de fé e pouco depois ingressou no Seminário de Princeton. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade. Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862, recebeu os primeiros membros, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Faleceu em 1867, aos 34 anos.
O trabalho missionário presbiteriano se desenvolveu e em 1888 foi formado o primeiro Sínodo, deixando a Igreja Presbiteriana do Brasil autônoma em relação à igreja-mãe nos Estados Unidos. Em 1903, por causa da questão maçônica e de problemas com as juntas missionárias americanas que interferiam no trabalho nacional, um grupo de sete pastores e 15 presbíteros se desligou da Igreja Presbiteriana, formando a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil.
Apesar das divergências, as duas igrejas conservaram em sua essência a teologia e a forma de governo presbiteriano que se originaram comJoão Calvino.

O Presbiterianismo e o Avivamento Espiritual
Esse avivamento foi caracterizado por um intenso desejo de conhecer mais a palavra de Deus, por uma ênfase ao estudo da doutrina do Espírito Santo e por uma vontade cada vez mais crescente em se consagrar ao Senhor Jesus, através da oração, da pregação ardorosa do Evangelho e a separação das práticas mundanas.
Por volta de 1962 teve início na Igreja Presbiteriana do Brasil de Goiânia e congregações um movimento de renovação espiritual, levando-as a buscar o batismo com o Espírito Santo e a renovação espiritual. Quatro núcleos da Igreja Presbiteriana do Brasil foram alcançados pelo avivamento espiritual: eram os presbitérios de Cianorte, Brasil Central, São Paulo e Vitória. Esses grupos se tornaram expressivos, porém não tinham espaço na IPB. Alguns pastores e presbíteros foram disciplinados por aceitarem práticas pentecostais e esses presbitérios acabaram por se desligar da igreja, formando presbitérios isolados. Em 1968, após uma reunião em Cianorte, PR, sob a liderança do Rev. Jonathan Ferreira dos Santos, foi criada a Igreja Cristã Presbiteriana – ICP, reunindo majoritariamente os presbitérios de Cianorte e Brasil Central.
Na Igreja Presbiteriana Independente do Brasil o avivamento vinha desde os anos 1950 e possuía um grande entusiasta, o Rev. Azor Etz Rodrigues, pastor da igreja de Assis, SP. Os anos de 1960 também foram de intenso avivamento nas igrejas dos Estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Até 1967, os líderes do movimento eram o Rev. Jobel Cândido Venceslau, pastor em Campo Mourão, Paraná; o Rev.Abel Amaral Camargo, pastor titular da IPI de Assis e o Rev. Azor, pastor jubilado da IPI de Assis. Em junho de 1968, em uma reunião de pastores e presbíteros promovida pelo Sínodo Meridional da IPI, em Londrina, e com a presença do Rev. Antonio Elias, da IPB, muitos pastores tiveram uma experiência carismática, entre eles o Rev. Ner de Moura, pastor da IPI de Ponta Grossa, e o Rev. Palmiro Francisco de Andrade, pastor da IPI de Joinville e presidente do Sínodo. Em pouco tempo o movimento de renovação carismática havia ganho um grande espaço na IPIB, alcançando diversas igrejas, inclusive na região Nordeste do Brasil. Entretanto, os chamados "renovados" foram ficando sem ambiente dentro da denominação e logo surgiram as desavenças conciliares. Sem voz no órgão oficial da igreja, em janeiro de 1972, o Rev.Azor Etz Rodrigues juntamente com os reverendos Abel Amaral Camargo, Palmiro Francisco de Andrade e Nilton Tuller, fundam, em Assis, oJornal Aleluia. No final daquele mês, houve a reunião do Supremo Concílio em Brasília onde foi aprovada por unanimidade a resolução que dava poderes aos concílios menores para disciplinar os pastores e presbíteros que insistissem no movimento de renovação. Com isso, em 8 de julho de 1972, em Assis, foi fundada a Igreja Presbiteriana Independente Renovada do Brasil com 11 pastores (sendo 10 oriundos da IPIB) e 33 presbíteros. A primeira diretoria foi constituída pelas seguintes pessoas: Rev. Palmiro Francisco de Andrade, presidente; Rev. Abel Amaral Camargo, vice-presidente; presbítero Jamil Josepetti, primeiro secretário; presbítero Djalma Barbosa de Oliveira, segundo secretário e presbítero Jesus Gualda Peres, tesoureiro.

A união das duas igrejas
Em 10 de janeiro de 1975, em Maringá, PR, reuniram-se 34 pastores da IPIR e 25 da ICP para formalizarem a união e fundar a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil. Os pastores fundadores foram:
IPIR 1. Abel Amaral Camargo 2. Adolfo Neves 3. Altair Batista Linhares 4. Altair Monteiro da Silva 5. Alvino de Paula Neves 6. Antonio Ferreira Sobrinho 7. Ariovaldo Cardoso de Oliveira 8. Daniel Pereira de Almeida 9. Ernesto Swartele 10. Gérson Pereira 11. Gordon Chown 12. Idelfonso de Souza 13. Jair de Andrade 14. Jerson de Paula Neves 15. João Bernardino da Silva 16. João Maria Correia 17. Jobel Cândido Venceslau 18. Joel do Prado (Minas Gerais) 19. Joel do Prado (Paraná) 20. José Zaponi 21. Laércio Dias 22. Lauro Celso de Souza 23. Leonardo de Araújo 24. Luís Carlos Dal Bem 25. Manoel Messias Pereira 26. Natanael Antonio Palazin 27. Ner de Moura 28. Nilton Tuller 29. Osvaldo da Silva Borges 30. Otoniel Antonio de Sousa Filho 31. Palmiro Francisco de Andrade 32. Ronaldo Tavares 33. Walter Birseneck 34. Vicente Felipe de Souza
ICP 1. Abel Ferreira Cortes 2. Ananias Lobach 3. Celsino Marques de Azevedo 4. Dario José Caetano 5. Décio de Azevedo 6. Drumond de Oliveira Caixeta 7. Enoch Pereira Borges 8. Giezi Marques de Azevedo 9. João Luís da Silva 10. Joaquim Vidal de Ataídes 11. Joaz Eller Marques 12. Jonathan Ferreira dos Santos 13. José Berto de Araújo Neto 14. Leobino Lopes da Silva 15. Leopoldo Pereria da Mota 16. Nagipe Morais Amim 17. Otávio Paulino de Farias 18. Paulo de Oliveira Brasil 19. Renato de Paula Machado 20. Sebastião Ramiro dos Santos 21. Tetsuya Tokano 22. Valdir Zazonov 23. Wagner Teodoro da Silva 24. Walter Batista de Carvalho 25. Evangelista João Alves Veloso

Órgãos auxiliares
Seminário Presbiteriano Renovado de Cianorte - SPR-CNT.
Seminário Presbiteriano Renovado Brasil Central - SPR-BC.
Editora Aleluia
Missão Priscila e Áquila - MISPA

Estatística
1975 - A IPRB tinha, no momento de sua organização: 8.335 membros, 84 igrejas, 8 presbitérios, 59 pastores, 97 templos, um seminário e um jornal - o Aleluia.
? Em 31 de Dezembro de 2005 constavam em seu rol: 98.365 membros, 382 Igrejas, 41 presbitérios, 915 pastores, 1.167 templos, dois seminários, o Jornal Aleluia, um órgão de missões - a MISPA - e a Editora Aleluia.
Em 31 de Dezembro de 2008 constavam em seu rol:116.742 membros.
Em 12 de Novembro de 2009 constavam em seu rol:117.185 membros.

Sistema administrativo
A IPRB adota o sistema administrativo presbiteriano com as seguintes peculiaridades:
Administração local
a) As Igrejas têm como órgãos administrativos e deliberativos o seu Conselho e a sua Assembléia.
b) As Igrejas são autônomas na administração de seu patrimônio. (Os bens - templos, imóveis, etc - pertencem à Igreja local e não à denominação).
c) A Igreja local é filiada à denominação e jurisdicionada por um Presbitério.
Administração regional
Um grupo de Igrejas forma um Presbitério. Ao contrário da IPB e da IPIB, a IPRB não possui o sistema de sínodos.
Administração nacional
O órgão máximo é a Assembléía Geral, formada por todos os pastores e um representante de cada Igreja.
A Igreja tem duas diretorias: uma executiva e uma administrativa.
A Diretoria Executiva compõe-se de sete membros.
A Diretoria Administrativa é formada pelos componentes da Diretoria Executiva, por todos os Presidentes de Presbitério, pelos presidentes dos órgãos auxiliares, pelos diretores dos Seminários e pelos presidentes das Associações Beneficentes. É o sistema que substitui os sínodos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Presbiterianismo

O Presbiterianismo faz parte da família das igrejas reformadas dentro das denominações do Protestantismo Cristão e é baseado nos ensinamentos de João Calvino, tais como eles foram institucionalizados na Escócia por John Knox. Há muitas entidades autônomas em países por todo o mundo que subscrevem igualmente o presbiterianismo. Para além de distinções traçadas entre fronteiras nacionais, os presbiterianos também se dividiram por razões doutrinais, em especial no seguimento do Iluminismo.
Apesar da Igreja Presbiteriana ser oriunda da Reforma Protestante do Séc. XVI, ela mantém o carácter católico da Igreja (traduzida literalmente e especificamente só como "Igreja Universal"), como declarado no Credo Niceno-Constantinopolitano, ainda que não submissa à autoridade do Bispo de Roma.
É uma denominação cristã comprometida com valores éticos e morais. Sua actuação no contexto social brasileiro, por exemplo, é marcante, através de instituições de ensino desde o infantil até o superior, que têm alcançado excelência e reconhecimento internacional, como por exemplo, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Instituto Presbiteriano Gammon, entre outras.

História do Presbiterianismo
O nome destas denominações deriva da palavra grega presbyteros, que significa literalmente "ancião". O governo presbiteriano é comum nas igrejas protestantes que foram modeladas segundo a Reforma Protestante na Suíça.
Na Inglaterra, Escócia e Irlanda, as igrejas reformadas que adoptaram uma forma de governo presbiteriano em vez deepiscopal ficaram conhecidas como a Igreja Presbiteriana.
Na Escócia, John Knox (1505-1572), que tinha estudado com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma Protestante em 1560. A primeira Igreja Presbiteriana, a Church of Scotland (ou Kirk), foi fundada como resultado disso.
Na Inglaterra, o presbiterianismo foi estabelecido secretamente em 1572, nos finais do reinado da raínha Elizabeth I de Inglaterra. Em 1647, por efeito de uma lei do Longo Parlamento sob o controle dos Puritanos, o presbiterianismo foi estabelecido para a Igreja Anglicana (Church of England). O restabelecimento da monarquia em 1660 trouxe também o restabelecimento da forma de governo episcopal na Inglaterra (e, por um período curto, na Escócia); mas a Igreja Presbiteriana continuou a ser considerada não-conforme, fora da igreja estabelecida.
Na Irlanda, o presbiterianismo foi estabelecido por imigrantes escoceses e missionários ao Ulster. O presbítero de Ulster foi formado separadamente da igreja estabelecida, em 1642. Todos os três, ramos muito diversos do presbiterianismo, bem como igrejas independentes e algumas denominações Holandesas, Alemãs e Francesas, foram combinadas nos EUA para formar aquilo que se tornou conhecido como aPresbyterian Church USA (1705). A igreja presbiteriana na Inglaterra e País de Gales é a United Reformed Church, enquanto que esta tradição também influenciou a Igreja Metodista, fundada em 1736.
Os Presbiterianos destacam-se pelo incentivo à educação, entre as inúmeras instituições presbiterianas espalhadas pelo mundo destacam-se a Yale University e o Instituto Mackenzie.

O governo presbiteriano
O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de um Presbitério, ou seja: uma assembléia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo está fortemente associada com os movimentos da Reforma Protestante na Suíça e na Escócia (calvinistas), com as igrejas reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana..
O Presbiterianismo assenta em pressupostos específicos sobre a forma de governo desejada pelo Novo Testamento:
Um bispo é o cargo mais elevado da Igreja (não há patriarca ou Papa acima dos bispos). Bispo, ancião ou presbítero são termos sinónimos. Bispo descreve a função do ancião (literalmente, inspector) e não a maturidade do oficial.
A função do ministério da palavra de Deus e a administração dos sacramentos é ordinariamente atribuída ao pastor em cada congregação (igreja) local. As congregações são núcleos dependentes da igreja local.
A administração da ordenação e legislação está a cargo das assembleias de presbíteros, entre os quais os ministros e outros anciãos são participantes de igual importância. Estas assembléias são chamadas concílios.
Todas as pessoas são sacerdotes, preocupado com a sua própria salvação, em nome dos quais os anciãos são chamados a servir pelo assentimento da congregação (sacerdócio de todos os crentes).
Desta forma, o papel governamental dos presbíteros é limitado à tomada de decisões quando há uma reunião, sendo de resto a função dos pastores o serviço da congregação, orar por eles e encorajá-los na sua fé. Esta forma de governo permite a flexibilidade na tomada de decisão, em contraste com o que acontece nas Igrejas em que bispos detêm um poder concentrado.
Os concílios presbiterianos crescem em gradação hierárquica. Cada Igreja local tem o seu concílio, chamado de sessão ou conselho. As Igrejas de uma determinada região compõem um concílio maior chamado presbitério. Os presbitérios, por sua vez, compõem um sínodo. O concílio maior numa Igreja presbiteriana é a assembleia geral ou supremo concílio.

QUEM SOU EU?

Ninguém talvez alguém
Bom sem deixar de ser mal
Importante, também desprezível.
Diferente mais normal
Sensível e duro, Rude e educado
Sensato e louco, Calma e estressado
Seco e carinhos, o Certo e errado
Tímido e corajoso, Sóbrio e embriagado
Inteligente e tolo
Feio e bonito
Centrado e mocó
Serio e divertido
Livre e preso
Religioso e ateu
Branco e preto
Isso tudo sou eu
...
Um misto
De mentiras e verdades
De calunias e elogios
De pensamentos e sentimentos
Dos que me conhecem
Dos que me conheceram
E dos que me conhecerão
Sou o resultado de duas vidas
E das minhas qualidades e defeitos
Tem consciência que não sou perfeito
Nem o mais indicado
Pra falar de mim mesmo
Então eu sou o
Que você pensa que sou
O que eu acho que sou
Mais o, mas importante.
Eu sou o que Deus
Sabe que eu sou...
Eu sou quem sou...
E sou feliz...

Claudionor Neto

domingo, 24 de maio de 2009

Imagens Biblicas

Elias elevado aos Céus ( 2 Reis 2.9 )

sábado, 23 de maio de 2009

Mensagem da Semana


As Três Árvores

Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.

A primeira, olhando as estrelas, disse: "Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada".

A segunda olhou para o riacho e suspirou: "Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas".

A terceira árvore olhou o vale e disse: "Quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus".

Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores pouco ecológicos e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam. Mas lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos! ... Que pena!

A primeira árvore acabou sendo transformada num coxo deanimais, coberto de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito.

E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes: "Para que isso?"

Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu neném nascido naquele coxo de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo...

A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem levantou e disse: "Paz!". E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o Rei dos Céus e da Terra.

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo, sentiu-se horrível e cruel. Mas, logo no Domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.

As árvores haviam tido sonhos... Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado. Temos nossos sonhos, nossos planos e por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós e, quase sempre, somos surpreendidos com a Sua generosidade e misericórdia.

É importante compreendermos que tudo vem de Deus e crermos que podemos esperar Nele, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós.

CORAÇÃO ALADO

Entrei...
Na sua vida
Em você vim morar
Nasci
Pra te querer
Pra te namorar
Decorei...
Você só na primeira vez
No primeiro olhar.

Coração alado
Quero estar dentro de você
Coração amado
Amo te pertencer
Eu sou todo seu
Tudo quero de Deus
E você...

Ao coração que amo
Fiz essa canção
Pra dizer
Não precisa mais chorar
Você pode pousar em mim
E se quiser voar
Eu vou com você...


Claudionor Neto