sábado, 6 de junho de 2009

ANEL

Eu não vou falar
Nem tampouco tentar convencer
Vou deixar o tempo passar
E mostrar pra você
Como fui sincero
Em todos os meus sentimentos
E que estive ao seu lado
Até nos meus pensamentos
E você vai concordar
Que fiz o meu papel
Todo vez ao olhar
Pra esse meu anel

E eu não chorar
Nem lamentar
o que não se viveu
A vida tem que continuar
Afinal,Nenhum de nos morreu

Eu só vou guardar
O que de bom
Aprendi com a gente
E assim vou caminhar
Olhando pra frente
Seguindo em frente

Eu fiz o meu Papel
O sinal é esse anel

Claudionor Neto

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Santa Ceia

Santa Ceia - também chamada Mesa do Senhor e Eucaristia, isto é, Ação de Graças - é em geral chamada ceia porque foi instituída por Cristo em sua última ceia, e ainda a representa, e porque nela os fiéis são espiritualmente alimentados. É também uma celebração memorial da morte e ressureição de Cristo. Também é chamada de "comunhão", "ceia do Senhor", e "Eucaristia" (Católicos e Ortodoxos).
O nome "Santa Ceia" é geralmente usado na Igreja Evangélica e algumas outras comunidades cristãs.

A celebração
Segundo os cristãos evangélicos, o pão usado na celebração representa o corpo sem pecado, que Cristo ofereceu na cruz como resgate. O vinho representa Seu sangue derramado (ou seja, a Sua vida perfeita), para remissão da humanidade condenada ao pecado herdado e morte.
A Bíblia não específica quando ou quantas vezes ao ano se deve celebrar a "Santa Ceia". Algumas religiões cristãs celebram-na diariamente ou semanalmente (católicos romanos, por exemplo), outros duas vezes ao mês (a maioria das denominações da Igreja Evangélica), outras mensalmente, bi-mensalmente, ou anualmente (Testemunhas de Jeová e Congregação Cristã no Brasil ). A Santa Ceia é uma das celebrações mais importantes no Cristianismo, principalmente para os católicos.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Exército de Salvação

Uma das maiores instituições de caridade do mundo, o Exército de Salvação é uma organização beneficente cristã.
Foi fundado em 1865 por William e Catherine Booth, em Londres, Inglaterra no auge da Revolução Industrial. Atua em 118 países, através de 175 idiomas, em duas frentes: através das Igrejas e através do Trabalho Social.
No Brasil o Exército de Salvação chegou em 1922 e, desde então, tem atuado junto às comunidades através de suas Sedes Locais (sociais e eclesiásticas), Sedes Regionais e a Sede Administrativa Nacional, em São Paulo. Está presente na Região Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil.
Em Portugal o Exército de Salvação chegou em 1972 e está presente nas cidades de Porto, Castelo Branco, Sintra, Lisboa, Évora e São Brás de Alportel (Algarve).

Histórico
O fundador do Exército de Salvação, William Booth
O Exército de Salvação foi fundado na região Leste da cidade de Londres em 1865 pelo pastor metodistaWilliam Booth, e sua esposa Catherine Booth. Originalmente, Booth nomeu a organização "Missão Cristã do Leste de Londres", mas em 1878 a reorganizou, dando-lhe um caráter militar e a chamando "Exército de Salvação" (The Salvation Army). William Booth logo se tornou conhecido como General, e sua esposa Catherine ficou conhecida como a Mãe do Exército de Salvação. William pregava aos pobres, ao passo que Catherine contatava os ricos, conseguindo assim apoio financeiro para o trabalho. Ela também atuava como ministra religiosa, o que era bastante incomum àquela época.
O fundador William Booth assim descrevia o lema da organização: "Os três "S" representam melhor a maneira como o Exército de Salvação atua: primeiro a Sopa, depois o Sabão e por fim a Salvação".
Os primeiros membros do Exército de Salvação eram alcoólatras, viciados e prostitutas convertidos ao protestantismo. Muitos destes, em função da busca por uma vida de acordo com os princípios morais do cristianismo protestante, mudavam seus hábitos de vida.
À medida que o Exército de Salvação crescia no fim do século XIX, também crescia a oposição ao movimento na Inglaterra. Os oponentes da instituição se reuniam no "Exército Esqueleto" (Skeleton Army), para perturbar os encontros do Exército de Salvação e suas atividades sociais. Muitos oponentes, que chegavam a agredir fisicamente os membros "salvacionistas", eram donos de tabernas e bares que estavam perdendo suas clientelas, ao passo que novas pessoas largavam o vício e seu uniam ao Exército de Salvação.

A expansão mundial do Exército de Salvação.
A partir do início do século XX o trabalho do Exército de Salvação se expandiu rapidamente. Em 1922 chegou no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, através dos missionários David e Stelle Miche. Foi recebido com simpatia por muitos brasileiros que já conheciam a instituição no hemisfério norte.
O Exército de Salvação sempre se preocupou com a miséria existente no país, de modo que já em 1928 foi criado um espaço na cidade de Santos para atender os marinheiros expostos a perigos e dificuldades próprias da profissão.
Em 1931 outro trabalho parecido foi desenvolvido na cidade do Rio de Janeiro, sempre visando o resgate do ser humano de situações degradantes.

Trabalho com crianças, no início do século XX.
Ao longo dos anos o Exército de Salvação passou a atender diversos grupos sociais no Brasil, que tinham em comum o desamparo social, a falta de perspectivas de vida e futuro.
Atualmente o Exército de Salvação é considerado a principal instituição de caridade dos Estados Unidos, e uma das maiores do mundo.

Trabalho Social
O Trabalho Social do Exército de Salvação é bastante diversificado, estando divido em três grandes áreas:

Assistencial
Compreende a organização e manutenção de programas de proteção à famìlia, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice, de abrigos para gestantes e mulheres, crianças e adolescentes em situação de risco e/ou carentes, pessoas idosas e necessitadas em geral, e de clínicas médicas, dentárias e serviços à comunidade.

Promocional
Compreende a organização e manutenção de programas de promoção humana, tais como: residência para estudantes, instituições de longa permanência para a terceira idade e promoção de cursos, seminários, profissionalização, entre outros.

Educacional
Compreende a organização e manutenção de programas de educação infantil, de apoio escolar, escolas e cursos.
Destaca-se também o atendimento a situações de emergência, em todo o mundo.
No Brasil o braço social do Exército de Salvação denomina-se APROSES (Assistência e Promoção Social Exército de Salvação). A instituição possui reconhecimento de Utilidade Pública Federal, Estadual (SP) e Municipal (diversos municípios), além possuir Certificado de Entidade beneficente de Assistência Social e registro no Conselho Nacional de Assistência Social.

Bazares Beneficentes e Doações
Charrete de Retirada de Doações do Exército de Salvação. Década de 1930.
Caminhão do Programa de Bazares Beneficentes do Exército de Salvação em São Paulo. 2007
No ano 2000 foi criada o Programa de Bazares Beneficentes do Exército de Salvação. Com 5 lojas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, o programa atua na coleta de doações de móveis, roupas, e outros objetos com o objetivo de levantar recursos para a manutenção das obras sociais.
São três os públicos atendidos pelo programa: as pessoas que desejam se desfazer de objetos usados; as pessoas que vêm ao bazar do Exército de Salvação para adquirir produtos de qualidade a preços acessíveis; e as pessoas atendidas pelos projetos sociais do Exército de Salvação que são diretamente ajudados pelo programa.
Para agendar uma retirada de doação é preciso ligar para os números: (11) 5562-2285 ou (21) 3879-9600, ou acessar o site www.exercitodoacoes.org.br .

Igrejas
O Exército de Salvação herdou da Igreja Metodista, da qual seu fundador William Booth era pastor, boa parte de suas crenças e tradição doutrinária. As igrejas do Exército de Salvação são chamadas "Corpos", e os membros são denominados "Soldados". Usa-se uniforme e uma hierarquia militar, herdada da característica militar proposta por William Booth.

O conjunto de crenças pode ser resumido nas 11 doutrinas utilizadas pelo Exército de Salvação
como base de fé:
Cremos que as Escrituras do Velho e do Novo Testamento foram dadas por inspiração de Deus, e que somente elas constituem a regra divina da fé e prática cristãs.
Cremos na existência de um único Deus, infinitamente perfeito, Criador, Preservador e Governador de todas as coisas, e único objecto legítimo do culto religioso.
Cremos que há três pessoas na Divindade – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – indivisíveis em Sua essência e iguais em poder e glória.
Cremos que na pessoa de Jesus Cristo acham-se unidas as naturezas humana e divina, de modo que Ele é verdadeira e propriamente Deus e verdadeira e propriamente homem.
Cremos que os nossos primeiros pais foram criados num estado de inocência, porém, pela sua desobediência, perderam a sua pureza e felicidade; e que, em consequência da sua queda, todos os homens se tornaram pecadores, totalmente depravados, e como tais incorrem com justiça na ira de Deus.
Cremos que Jesus Cristo tem, pelo Seu sofrimento e Sua morte, feito expiação pelo mundo inteiro, para que todo aquele que quiser possa ser salvo.
Cremos que o arrependimento para com Deus, a fé em nosso Senhor Jesus Cristo e a regeneração pelo Espírito Santo são necessários para a salvação.
Cremos que somos justificados pela graça, mediante a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, e que todo aquele que crê tem o testemunho em si próprio.
Cremos que a continuação no estado de salvação depende da fé obediente e contínua em Cristo.
Cremos que é privilégio de todos os crentes serem santificados em tudo, e que o seu espírito, alma e corpo podem ser conservados íntegros e irrepreensíveis até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Cremos na imortalidade da alma, na ressurreição do corpo, no juízo final, na felicidade eterna dos justos, e no castigo dos maus.

Hierarquia
Os membros ativos do Exército de Salvação recebem hierarquias, de acordo com o tempo que estão na instituição ou do nível de comprometimento. A hierarquia atual é composta da seguinte maneira:
Como voluntários:
Jovem Soldado
Recruta
Soldado
Sargento
Em tempo integral:
Capitão
Major
Coronel
Comissário
General - Apenas um ativo, que lidera o Exército de Salvação no mundo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Versículo do Dia


“O meu mandamento é este: 
amem uns aos outros como eu amo vocês. 
Ninguém tem mais amor pelos seus amigos 
do que aquele que dá a sua vida por eles” 

(João 15:12-13)

domingo, 31 de maio de 2009

Imagens Biblicas

Eliseu ( 2 Reis 4 )


sábado, 30 de maio de 2009

Mensagem da Semana


Depende das Mãos

Uma bola de basquete
...nas minhas mãos vale uns R$ 35,00
...nas mãos do Oscar vale R$ 7.000,00
Depende das mãos quem a segura.

Uma bola de volei
...nas minhas mãos vale uns R$ 25,00
...nas mãos do Tande vale uns R$ 5.000,00
Depende das mãos quem a segura.

Uma raquete de tênis
...nas minhas mãos não tem uso algum
...nas mãos do Guga o tornou o número 1 do Mundo
Depende das mãos quem a segura.

Uma vara
...em minhas mãos vai manter os animais afastados de mim
...nas mãos de Moisés abriu o Mar Vermelho
Depende das mãos quem a segura.

Um estilingue
...nas minhas mãos é apenas um brinquedo
...nas mãos de Davi se tornou uma arma poderosa
Depende das mãos quem o segura.

Dois peixes e cinco pães
...nas minhas mãos se tornam alguns sanduíches
...nas mãos de Cristo alimentaram multidões
Depende das mãos quem os seguram. 

Pregos
...nas minhas mãos podem significar a construção de uma casa
...nas mãos de Cristo significaram a Salvação do Mundo
Depende das mãos

Como você pode concluir agora, tudo depende das mãos...
Então coloque suas preocupações, seus sonhos, seus anseios, seus temores, seus interesses, sua família, sua vida, nas mãos de Deus! Pois tudo depende das mãos que os tem!

Anabaptistas

Anabaptistas ("re-baptizadores", do grego "ana" e "baptizo"; em alemão: Wiedertäufer) são cristãos da chamada "ala radical" da Reforma Protestante. São assim chamados porque os convertidos eram batizados em idade adulta, desconsiderando o até então batismo obrigatório da igreja romana. Assim, re-batizavam todos os que já tivessem sido batizados em criança, crendo que o verdadeiro baptismo só tem valor quando as pessoas se convertem conscientemente a Cristo.

Origem
O primeiro uso do termo Anabatistas ocorreu após o Segundo Concílio de Cartago no ano 225 quando 87 bispos sob a direção de Ciprianodecidiram rebatizar os fiéis das igrejas adeptas Novaciano, porém o o bispo da Igreja de Roma, Papa Estêvão I favoreceu a aceitação do batismo feito por grupos cismáticos.
Em primeira instância, os grupos que realizavam o re-batismo eram os adeptos do Montanismo e Novacianismo até o séc.IV, os seguidores doDonatismo até o séc.X na África, os Paulícianos condenados pelo código justiniano pelo anabatismo em 525 d.C., expandindo a prática até meados da reforma, os Bogomilos nos Balcãs e Bulgária do século IX até meados da reforma.
A Reforma Protestante do século XVI reacendeu os princípios bíblicos da justificação pela fé e do sacerdócio universal foram novamente colocados em foco. Contudo, enquanto Lutero, Calvino e Zuínglio mantiveram o batismo infantil e a vinculação da igreja ao Estado, os anabatistas liderados por Georg Blaurock, Conrad Grebel e Félix Manz ansiavam por uma reforma mais profunda.
Os anabatistas fundaram então sua primeira igreja no dia 21 de janeiro de 1525, próxima a Zurique, na Suíça, de acordo com a doutrina e conduta cristãs pregadas no Novo Testamento e testemunharam sua nova vida em Cristo.
É difícil sistematizar as crenças anabatistas daquela época, porque qualquer grupo que não era católico ou protestante e que batizava adultos, como os unitários socinianos ou semi-gnósticos como Thomas Muentzer eram rotulados como anabatistas. Esses grupos, junto com os Anabatistas constituem a Reforma Radical.
Em "In nomine Dei", José Saramago retrata um conhecido episódio na história do movimento anabaptista que teve lugar na cidade de Münster(no norte da Alemanha), onde entre 1532 e 1535 foi estabelecida uma teocracia nas linhas das orientações desta denominação. Ver a Rebelião de Münster.
Anabatistas Hoje
Depois de serem massacrados na Guerra dos Camponeses, os Anabaptistas sobreviveram na sua forma pacifista, como a Igreja Mennonita. Originalmente concentrados no vale do rio Reno, desde a Suíça até a Holanda, os anabatistas conquistaram adeptos de cultura germânica. Perseguidos pelo Estado e guerras, tiveram imigração em massa para a Rússia e América do Norte. No final do século XIX e começo do XX surgiram colônias na América do Sul (Paraguai, Argentina, Brasil, Bolívia), onde mantem suas culturas e fé.
Muitos Anabatistas conservadores vivem em comunidades rurais isoladas e desconfiam do uso de tecnologia.
Os principais remanescentes anabatistas são: os hutterites, mennonitas, amishes, cuja postura em muito se assemelha ao estilo de vida dos cristãos descrito no Novo Testamento, especialmente em Atos dos Apóstolos 4:34,35 (pacifismo, comunalismo na produção e consumo).
Os Anabatistas influenciaram ainda outras denominações religiosas, como os Quakers; Batistas; Dunkers e outras denominações protestantes que afirmam a necessidade de uma adesão voluntária à Igreja.

Doutrina
As doutrinas enfatizados pelos anabatistas são:
A Bíblia, principalmente a ética do Novo Testamento, devem ser obedecidas como a vontade de Deus, embora não sistematizando sua teologia, mas aplicando-as no dia-a-dia. A interpretação da Bíblia é realizada nos cultos e reuniões da igreja. Essa posição de evitar querelas teológicas evitou divisões de carácter doutrinários nas denominações anabatistas.
Credos e confissões são somente documentos para demonstrar aquilo que se crê em comum, assim não requerem a adesão formal a eles. Aceitam, portanto, em essência os Credos históricos do Cristianismo, mas não o professam.
A Igreja é uma comunidade voluntária formada de pessoas renascidas. A Igreja não é subordinada à nenhuma autoridade humana, seja ela o Estado, ou hierarquia religiosa. Assim evitam participar das atividades governamentais, jurar lealdade a nação, participar de guerras.
A Igreja não é uma instituição espiritual e invisível, mas uma coletividade humana e real, marcada pela separação do mundo e do pecado e uma posição afirmativa em seguir os mandamentos de Cristo.
A Igreja celebra o Batismo adulto por infusão como símbolo de reconhecimento e obediência a Cristo, e a Santa Ceia em memória da missão de Jesus Cristo.
A Igreja tem autoridade de disciplinar seus membros e até mesmo sua expulsão, a fim de manter a pureza do indivíduo e da igreja.
Como pode ser notado, a teologia anabatista é massivamente eclesiológica, baseada na vida comunitária e Igreja.
Quanto a salvação, o Anabatismo crê no livre-arbítrio, o ser humano tem a capacidade de se arrepender de seus pecados e Deus regenera e ajuda-o a andar em uma vida de regeneração.
O que é único na Teologia Anabatista, principalmente depois de Menno Simons, é a visão sobre a natureza de Cristo, possui uma doutrinasemi-nestoriana, crendo que Jesus Cristo foi concebido miraculosamente pelo Espírito Santo no ventre de Maria, mas não herdou nenhuma parte física dela. Maria, seria portanto um instrumento usado por Deus, para cumprir o Seu plano, mas não Theotókos (Mãe de Deus).
A essência do cristianismo consiste em uma adesão prática aos ensinamentos de Cristo.
A ética do amor rege todas as relações humanas.
Pacifismo: Cristianismo e violência são incompatíveis.