quarta-feira, 10 de junho de 2009

Adventismo



No Brasil são 1.600.000 membros da IASD em 2008 sob a coordenação de sete Uniões que administram as Associações e Missões. As instituições da IASD do Brasil e de sete países latino-americanos formam a Divisão Sul Americana, com sede em Brasília, DF.
Pioneiros Adventistas no Brasil John Lipke (1875-1943)

Adventismo em Portugal
Hoje existem cerca de 9 mil membros baptizados. Porém, adicionando os jovens e crianças (a Igreja Adventista do Sétimo Dia defende o baptismo somente após tomada de consciência e de maturidade sobre a decisão que é individual), todos envolvidos no ministério jovem que é dividido em clubes: 6 a 9 anos denominados Tições, de 10 a 15 Desbravadores, de 16 a 30 de Companheiros e Séniores. Os crentes inscrito na Escola Sabatina, chegaram aos 15 mil crentes.

Estrutura e forma de administração
A IASD é administrada por uma forma de administração democrática que mistura elementos hierárquicos (ou episcopais) e presbiterianos. Todos os oficiais da igreja são eleitos a partir dos níveis mais básicos da igreja em nível sucessivo e nenhum cargo é permanente, embora possa haver reeleição.

Parâmetros e manuais administrativos
Na Conferência Geral também é votado e atualizado o Manual da Igreja, que contém diretrizes para cada nível de administração da igreja, bem como procedimentos específicos para lidar com situações desde a admissão do novo membro, batismo, ritos e casos onde há o desligamento de membros da igreja. Também estabelece parâmetros de funcionamento das organizações da igreja dentro do contexto da pregação do evangelho. As relações entre os funcionários da igreja (chamados de obreiros) são contempladas pelas praxes administrativas da organização, em nível geral, porém com adaptações por cada Divisão.
A respeito da ordenação de oficiais da IASD, somente os pastores, anciãos e diáconos recebem a imposição de mãos. O(a) secretário(a) e o(a) tesoureiro(a)não o recebem.

Publicações
A publicação e distribuição de literatura foram os fatores mais importantes no crescimento do Movimento Adventista. O Adventist Review and Sabbath Herald (atual Adventist Review), o principal periódico da igreja, foi fundado em Paris, Maine, em 1850; a Youth Instructor em Rochester, Nova York, em 1852; e a Signs of the Times em Oakland, Califórnia, em 1874. A primeira casa publicadora denominacional em Battle Creek, Michigan, começou a funcionar em 1855 e foi legalmente incorporada em 1861 com o nome de Associação de Publicações dos Adventistas do Sétimo Dia.
No Brasil, a Casa Publicadora Brasileira é a editora oficial da igreja adventista, enquanto que em Portugal é a Publiadora SerVir.
Atualmente o principal meio de divulgação das publicações adventistas é a colportagem.

Organismos sociais
O Instituto de Reforma de Saúde, mais tarde conhecido como Sanatório de Battle Creek, abriu suas portas em 1866, e a sociedade de trabalho missionário foi organizada a nível de estados em 1870. A primeira escola da rede mundial de ensino da Igreja foi estabelecida em 1872, e em 1877 deu-se início à associação de Escolas Sabatinas. Em 1903 o escritório central da denominação mudou-se de Battle Creek, Michigan, para Washington, DC, e em 1989 para Silver Spring, Maryland.
A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais(ADRA), é uma organização não governamental de âmbito mundial presente em mais de 120 países entre os quais o Brasil.
ADRA é uma agência internacional de desenvolvimento e ajuda humanitária. Ela focaliza primariamente a sustentação, com projetos de desenvolvimento a médio-prazo.



terça-feira, 9 de junho de 2009

Igreja Batista da Lagoinha

Em 20 de dezembro de 1957, na rua Formiga 322, bairro da Lagoinha, 30 irmãos provenientes de três Igrejas Batistas de Belo Horizonte (Floresta, Primeira Igreja Batista e Barro Preto) assinaram a ata de inauguração da Sexta Igreja Batista de Belo Horizonte, ou, como ficaria conhecida, a Igreja Batista da Lagoinha. Em 15 de maio de 1958, chegou o Pastor paraibano José Rego do Nascimento, que fora convidado para pastoreá-la. Ele vinha de um ritmo abençoado na Igreja Batista de Vitória da Conquista/BA, onde teve a experiência de ser batizado com o Espírito Santo, em seu escritório, em casa.

Ser “cheio do Espírito” era tudo o que ele desejava em seu ministério. Com tal unção, sua pregação era diferente das demais. Atraía as pessoas. O Pastor Rego tinha convites para falar em todo o Brasil. E, em uma série de palestras que deu no Seminário Batista do Sul/RJ, os jovens seminaristas pediram-lhe para falar sobre o tema: “Pentecostes se repete?” A unção do alto que veio era tão grande que os jovens oravam e choravam, ajoelhados ou prostrados, e todos ficaram cheios do Espírito Santo! Aquela reunião estava iniciando um novo tempo na Igreja Evangélica no Brasil...

Após o memorável acontecimento no Seminário, a notícia de que o Pastor Rego era pentecostal se espalhou, e houve uma reunião na igreja para resolver a questão. Foi proposta uma votação entre os membros da Lagoinha para decidir se o Pastor Rego era pentecostal-herético ou batista; se fosse “pentecostal”, ele não poderia mais ocupar o púlpito da Lagoinha. O resultado final foi: 29 votos para “batista” e 11 para “herético”.

Dois dias após essa decisão, quando o Pastor Rego e os irmãos foram para a sua costumeira reunião de oração, não conseguiram entrar no salão de cultos. A porta estava trancada com novos cadeados. Isto fora feito por dois irmãos que eram líderes da Lagoinha e fiadores responsáveis pelo imóvel do templo. Eles não aceitaram a decisão da maioria, e tentaram, em vão, manter o salão com uma “minoria fiel” aos princípios tradicionais, mas isso não prevaleceu. Os móveis da igreja, incluindo o piano, ficaram no Colégio Batista Mineiro, tendo sido doados para uma instituição no interior, onde aconteceu um incêndio e tudo se perdeu.

Lagoinha peregrinou por 40 dias num “deserto”, sem lugar fixo para os cultos. Os irmãos reuniram-se na Terceira Igreja Batista e na Floresta, até conseguirem sua sede provisória à rua Manoel Macedo, 163. Iniciaram a campanha para a compra do lote na mesma rua (nº 360). A igreja não parava de crescer... O Pastor Rego se doava incansavelmente ao rebanho, às vigílias, às pregações inflamadas do poder de Deus.  

Em 8 de abril de 1962, chega Airton dos Santos Sales, seu amigo e discípulo, vindo do Rio de Janeiro para ser co-pastor, junto ao rebanho da Lagoinha. Foi uma parceria perfeita e completa. Até o ano de 1965 ambos caminharam na graça e na unção do Espírito de Deus, alimentando o rebanho fértil, que crescia e já dera início a uma nova denominação: “Batista Nacional”. Eram também chamados de “renovados”, por causa do programa radiofônico dirigido pelo Pastor Rego, intitulado “Renovação Espiritual”, com repercussão nacional. Lagoinha abriu uma nova geração na história do protestantismo brasileiro: no meio dos evangélicos históricos (os tradicionais) havia agora os “renovados” (batizados com o Espírito Santo). Nesse ano, 1965, o Pastor Rego adoeceu...

O Pastor Airton assumiu o pastorado efetivo da igreja até março de 1968, data em que o Pastor José Rego retornou. Desde que o Pastor Airton deixara Lagoinha, as sessões não foram presididas pelo Pastor Rego, mas, sim, pelo Pastor René Feitosa, membro da Lagoinha e diretor do Seminário Teológico Evangélico do Brasil (STEB). O Pastor Rego não estava ainda em condições de administrar rebanho tão grande. Então, em 17/04/69, o Pastor Ilton Quadros, Secretário Executivo da CBN, assumiu interinamente o púlpito da Lagoinha, até que novo pastor fosse efetivado. Isto se deu em 15/12/69, com o convite feito ao Pastor Reuel Pereira Feitosa, que dirigiu a Igreja da Lagoinha até 06/01/72. O Pastor Reuel fez excelente trabalho, principalmente entre os jovens. Em dezembro de 70, o Pastor Reuel teve uma difícil decisão a ser tomada: aceitar ou não o pedido do Pastor Rego de ter a sua carta demissória entregue por Lagoinha. Por ser muito amado pelos membros, houve crise nesse impasse e o Pastor Reuel sentiu a direção de entregar o cajado de Lagoinha. E, novamente, o Pastor Ilton Quadros assumiu interinamente o púlpito da Lagoinha...

Desde o início do ano de 1972, o Pastor Ilton Quadros segurou com firmeza o cajado da Lagoinha.  Em fins de maio de 1972, ele viajou para Brasília, a fim de convidar um pastor para Lagoinha. Foi então que aconteceu um grave acidente com o veículo em que viajava, e o Pastor Ilton Quadros foi hospitalizado. Estaria impossibilitado por um bom tempo de pregar e exercer suas funções pastorais. Nesta ocasião, o jovem pastor, membro da Lagoinha, formado pelo STEB, Márcio Roberto Vieira Valadão, voltava de Ponta Grossa/PR sob a orientação do Senhor. Ali esteve durante um ano, servindo a irmãos preciosos, aos quais aprendera a amar. Regressara a Belo Horizonte para iniciar um trabalho missionário com pessoas marginalizadas.

Ao visitar o Pastor Ilton Quadros no hospital, recebeu deste o convite para pregar até a sua plena recuperação física. A igreja sentiu-se confortada e amparada por seu jovem pastor. A comissão consultiva se reuniu, resolvendo convidá-lo. E em 31 de julho de 1972, Márcio Valadão foi empossado como pastor efetivo da Lagoinha. Desde esta data, o Pastor Márcio Valadão tem sido conduzido pelo Senhor no pastoreio da Lagoinha.

De 70 ao novo milênio
A década de 70 foi um período que se caracterizou por grande dinamismo no que tange ao crescimento interno e à expansão evangelístico-missionária. Todos os trabalhos dos departamentos da Lagoinha sempre contavam com a presença de seu pastor. Em seu primeiro ano de ministério, as tarefas foram distribuídas entre os irmãos. A igreja formava caravanas, com ônibus lotados, para visitas a estas congregações, e se fortalecia o trabalho evangelístico. Em 77, construiu-se o prédio de Educação Religiosa ao lado do templo. Com o trabalho crescendo sempre, a igreja veio a ter a sua primeira secretária em tempo integral, Vera Dulce da Silva, a “Verinha”. Foi um período dinâmico e festivo.

No ano de 80 novos Departamentos da Igreja foram se consolidando, para o bom desempenho da missão: a Comissão Consultiva, a Ação Social, o Financeiro, o Evangelismo, o Departamento de Música, o de Educação Religiosa (CFO) e o Administrativo. A Igreja começou a romper também na área cultural, quando surgiu o Jornal “Atos Hoje”, com sua proposta evangelística. A Escola Cristã teve início com o Ensino Fundamental. O ano de 1982 foi chamado de “o ano da conquista”. O Pastor Márcio Valadão trouxe à igreja o desafio da expansão da sede e formularam-se os planos de comprar os lotes ao redor do templo. Nesse tempo, a igreja ganhou um ônibus e comprou uma área para realização de acampamentos; a “Fazendinha” (Km 25 da Br 262). Em 1987 veio a tornar-se um marco na história dos “Batistas Nacionais”. O projeto de crescimento através de frentes missionárias com o estabelecimento de congregações teve o seu momento de amadurecimento. Em 15 de abril de 1987, em sessão ordinária, foi apresentada à Lagoinha a proposta da emancipação das Congregações que fundara. A igreja começou então um novo tempo.

Na década de 90 a Igreja da Lagoinha encontrava-se madura para prosseguir sua missão. A Escola Cristã consolidou-se como “Colégio Cristão de Belo Horizonte”. Em 1992, o Centro de Formação de Obreiros (CFO), veio a substituir a Escola da Bíblia, embrião que se transformou em faculdade de ensino teológico, a FATE-BH. O Pastor Jonas Neves implantou os “Grupos de Crescimento” nos lares. O número de funcionários da Lagoinha cresceu vertiginosamente. A “fundação Oásis” reestruturou os Estatutos da Beneficência e ampliou em grande escala a atuação social da Lagoinha. Dentro dessa Fundação se incluíam as seguintes organizações: a Casa das Vovós; o Centro Estudantil; a Creche Oásis; o Projeto “Menina Dança”; a Ação Social da Lagoinha; a Assistência Médica Evangélica (AME); a Clínica Integradas e Odontologia (CLIO); o “Projeto Resgate”, para recuperação de viciados; e vários outros projetos sociais.

Surgiu o “Ministério Ephatá”, para a evangelização dos surdos; o Ministério Siloé, para os cegos. O Projeto Madalena, levando a restauração às prostitutas; o projeto “Deus se Importa”; o “Telefone da Paz”. O programa “Profetizando Vida”, transmitido pela TV Bandeirantes, veio a gerar o “Profetizando Vida – Cartas”, oferecendo o “Curso Bíblico por Correspondência”. O “Projeto Centésima Ovelha”; o “Ministério Onésimo”; a “Rádio Comunitária Oásis”. Em 1998 ficou pronto o novo templo e tivemos a gravação do primeiro CD do Ministério Diante do Trono. O término da década de 90 deixava no ar uma atmosfera de realização e um profundo sentimento de total dependência do Senhor.

O culto da passagem do milênio foi no estádio do Mineirinho e tem se repetido anualmente. Veio o Ministério “Gideões da Oração”, em 2003, com a visão de levar a Igreja a orar 24 horas, ininterruptamente até a volta de Cristo. Surgiu a Escola Carisma, para treinamento ministerial; o  Centro de Treinamento Missionário Diante do Trono (CTMDT), para preparar jovens para o campo missionário. O ministério “Lagoinha.com”, um portal para servir à Igreja e aos seus múltiplos ministérios; o jornal “Atos Hoje” foi reativado, vindo a ser o boletim informativo semanal da Lagoinha. Um ministério de grande alcance foi o Canal de televisão, a “Rede Super”, com sua programação variada e evangelística. Apesar de tantas conquistas, 2005 foi um ano de lutas, com enfermidades, ajustes administrativos em todas as áreas, com a saída e chegada de pastores. A boa mão do Senhor permaneceu sobre o seu povo para abençoar.

O seu jubileu chega, encontrando uma Igreja madura e consciente de seu chamado: ser uma inspiração para a presente geração e estar preparada para a volta do seu Senhor.

Por Ângela Valadão
Texto Adaptado

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Versículo do Dia



“Então disse: - Jesus lembre de mim quando 
o senhor vier como Rei! Jesus respondeu: 
- Eu afirmo a você que isto é verdade: 
hoje você estará comigo no paraíso”.


(Lucas 23:42-43)

domingo, 7 de junho de 2009

Imagens Biblicas

Naamã ( 2 Reis 5 )

Igreja nos Lares

Igreja nos Lares não é o nome de um grupo cristão. É um termo informalmente usado para definir um grupo de cristãos que, em vez de usar um edifício dedicado ao culto e adoração e, em vez de viver a partir de um sistema organizado para manter uma instituição religiosa, decidiram viver a experiência de ser igreja a partir de seus lares preferindo caminhar como família e buscando expressar a vida orgânica do corpo de Cristo.
Igreja nos Lares é diferente de igreja nas casas, pois igreja nas casas define um local onde o encontro da igreja acontece, mas igreja nos lares aponta que a experiência de ser igreja deve manifestar-se a partir de nossos lares, nossas famílias, nossa vida íntima coletiva para então transbordar e alcançar o próximo, a vizinhança e o mundo.
As razões, que fazem com que tais grupos prefiram seus lares ao estilo convencional da igreja para se expressar, são diversas, vão desde questões que envolve a vida prática da igreja, os fundamentos teológicos para a igreja neo-testamentária, e até o entendimento de que, para mover-se como corpo, cujo cabeça é Cristo, essa forma de caminhar melhor se adequaria ao governo do Espírito Santo. As relações oriundas da vida a partir dos lares configuram o verdadeiro modelo ensinado por Cristo e utilizado pelos cristãos do primeiro século.

Base bíblica
Viver a experiência de ser igreja a partir dos lares é uma forma de retornar à simplicidade dos encontros informais e cheios de vida encontrados no Novo Testamento. Longe da formalidade de doutrinas e cultos formais, a primitiva igreja cristã descortina-se na singeleza das palavras e práticas registradas no livro de Atos no Novo Testamento:

“Saiba, pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão de casa em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” Atos 2:36 a 47.

Estas passagens bíblicas indicam explicitamente que a vida da igreja desenvolvia-se a partir dos lares dos cristãos primitivos: Atos 20:20, Romanos 16:5, 1 Coríntios 16:19, Colossenses 4:15, Filemon 1:2.
Em vez de ver a teoria e a prática cristã restrita a uma série de reuniões em um salão, o retorno à igreja bíblica conduz à vida e ao apoio mútuo. Isto é expresso por mais de 50 vezes pela frase "uns aos outros" encontrada no Novo Testamento, começando pelas palavras de Jesus, "amai-vos uns aos outros" (João 13:34).
Hoje, a propagação de igrejas nos lares é vista com mais intensidade em países como China, Cuba, India, Brasil e nações africanas, mas são vistos também nos pequenos, mas crescentes grupos na Europa e na América do Norte.

Estrutura e organização
As igrejas nos lares não devem ser confundidas com "igrejas em células". A igreja nos lar normalmente não faz parte de uma grande e vistosa organização, embora o grupo possa associar-se informalmente com outros cristãos e igrejas nos laresem redes que refletem mais a igualdade do que a hierarquia. Aqueles que se reúnem nas igrejas nos lares consideram-se como pertencendo à Igreja Universal e Invisível, buscam como governo local a presença do Espírito Santo fugindo de organizar uma hierarquia entre si. Em relação as demais igreja agem com independência e liberdade, geralmente sem relacionamentos formais com "as igrejas institutionais estabelecidas".
Algumas igrejas nos lares têm alguma estrutura convencional de liderança, outras não têm nenhuma. Hoje, a opinião geralmente aceita no "movimento" das igrejas nos lares é que a reforma protestante não foi suficientemente longe na prática neo-testamentária do "sacerdócio de todos os crentes" e que apenas Jesus Cristo é cabeça da igreja que é o corpo de Cristo. Este movimento vem ganhando força tanto em países industrializados como Austrália, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, como em países em desenvolvimento.
A ausência de estruturas hierárquicas de liderança em muitas igrejas nos lares, frequentemente, é vista pela igreja protestante como um sinal de anarquia ou de rebelião contra a autoridade, mas muitos no movimento das igrejas nos lares consideram a liderança funcional amarada pelo Espírito Santo, em oposição à liderança hierárquica, como a maneira mais viável de alcançar a autoridade espiritual verdadeira do amor, dos relacionamentos, e do domínio invisível de Jesus Cristo como a cabeça de seu próprio corpo (isto é, a igreja). Alguns dentro do "movimento" das igrejas nos lares consideram conseqüentemente o termo "igreja nos lares" um tanto quanto inadequado, pois o desdobramento principal para as pessoas que praticam sua fé desta maneira não é a casa mas mais o tipo de reunião praticada; às vezes, outros títulos são usados para uma descrição mais funcional deste movimento são "igreja simples", "igreja relacional", "igreja primitiva", "vida coletiva", "igreja orgânica" e termos similares.
O movimento das igrejas nos lares, atualmente, também deve muito de seu crescimento às redes e trocas de informação pela Internet; "Igreja Institucional", é o termo generalizado para definir as estruturas mais tradicionais da igreja, incluindo a igreja edifício e/ou os serviços eclesiais centrados no sermão e conduzidos por um pastor ou por um ministro.
Como regra geral, os encontros da igreja nos lares são livres, informais, e incluem às vezes uma refeição mútua. Os participantes esperam que cada um dos presentes sinta-se livre para contribuir para o encontro, e deixe-se levar, como um barco a vela, pelo sopro do Espírito Santo. A estrutura de liderança (funcional) surge sem qualquer vestígio de liderança oficial (hierárquica), reforçada por uma pluralidade de anciãos experimentados; entretanto, há uma tentativa deliberada dentro da maioria das igrejas nos lares de minimizar a liderança de um único indivíduo, de forma que a figura do pastor vocacionado ou do idoso experiente é geralmente colocada em segundo plano em favor de uma responsabilidade mais plural de liderança difusa sobre as diversas pessoas ou na totalidade dos membros.

Origens e história
A origem do movimento mundial das igrejas nos lares vem de diversas fontes. Alguns a consideram como uma nova vertente do movimento dos irmãos unidos da Inglaterra, outros traçam um vínculo com o remanescente anabatista: quacres, amish, huteritas, menonitas e waldenses. De qualquer forma este movimento tem sido encorajado por fundadores de igreja e pela iniciativa editorial de escritores como Robert Fitts, Frank Viola, Wolfgang Simson ou Gene Edwards. Uma outra perspectiva vê o movimento das igrejas nos lares como a re-emergência do movimento do Espírito Santo durante o Jesus Movement nos anos 1970 nos Estados Unidos ( http://www.one-way.org) ou no mundo na chamada Renovação Carismática dos anos 1960 e 1970. Outros o vêem como um retorno ao paradigma das práticas da igreja descritas no Novo Testamento, ou paradigma Restauracionista, (htt://ntrf.org), que estimula os cristãos a sair da hierarquia e das cadeias de comando piramidais e retornar às práticas descritas e encorajadas nas Escrituras ( http://century-one.co.uk). A própria Internet vem contribuindo para o fenômeno do crescimento exponencial visto na última década, que fez com que pessoas anteriormente isoladas passassem a se juntar em redes. O movimento das igrejas nos lares é parente e precursor dos debates em torno da Igreja Emergente. Enfim, nenhum fator isolado pode explicar a emergência desta eclesiologia passado-futuro, pois foi a confluência de todas as vertentes destacadas acima que contribuiu para o crescimento das igrejas nos lares no mundo.

Relação com as Igrejas Tradicionais e Grupos Missionários
A história mostra claramente que houve momentos de tensão entre o movimento das igrejas nos lares (como no caso dos movimentos de restauração e de reavivamento) e as igrejas tradicionais. Contudo, recentemente, algumas denominações e organizações missionárias começaram a fornecer ajuda para o desenvolvimento de redes de igrejas nos lares. Entre elas estão, The Free Methodist Church in Canada, The Foursquare Gospel Church of Canada, The Navigators of Canada, The Evangelical Fellowship of Canada, The Southern Baptist Convention (USA), Dove Christian Fellowship International, Youth With a Mission (YWAM), entre outras.

sábado, 6 de junho de 2009

Mensagem da Semana


Desembarçando os Fios

Havia uma tecelagem onde se fabricavam tecidos muito finos. 

Quando em dado momento os fios se embaraçavam, o operador devia tocar uma campainha, para ser atendido por um funcionário especializado, que punha as coisas em ordem novamente. 

Certa ocasião, entretanto, depois de um rapazinho ter pedido o auxílio do funcionário especializado e recebido assistência, um operário antigo na fábrica achou que ele próprio já sabia o suficiente, e podia passar sem o auxílio especializado. Então, quando novamente os fios se embaraçaram, ele mesmo tentou arrumar.

Seus fios, porém, ficaram terrivelmente emaranhados e o estrago foi muito grande. Quando, enfim, ele chamou o especialista, disse-lhe: "Mas eu fiz o meu melhor!". O especialista replicou: "O seu melhor é chamar por mim."

Quantas vezes nós tentamos solucionar os problemas da vida por nós mesmos. Nós achamos que "nós sabemos". Quanto mais rapidamente eles seriam resolvidos se os levássemos ao Divino Especialista.

"Fazer o nosso melhor" é chamar pelo Mestre.

Essa é a mensagem que Deus tem para você. Se você se encontra num beco sem saída, e não sabe o que fazer para resolver seu problema, você não acha que a ocasião é certa para buscar ajuda de um Deus que tudo pode? E você que está bem, você não acha que com a ajuda de Deus, seu caminho pode ser mais suave?

Ele não quer vê-lo debatendo-se em tensão, angústia, preocupação e desespero. Ele quer vê-lo calmo, tranqüilo, desfrutando da vida que Ele lhe deu, descansando n'Ele, confiante de que Ele pode te ajudar a resolver seu problema, pois para Ele não há impossibilidades. Disse também que a impossibilidade do homem é a oportunidade de Deus. Então por que lutar sozinho?

Experimente buscar a Deus e tenha a certeza. Ele virá em seu socorro: "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia n'Ele e Ele tudo fará"

Igreja Adventista do Sétimo Dia

A Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) é uma denominação religiosa protestante, classificada como adventista.
Foi fundada oficialmente em 1863, 21 anos após o Movimento Millerita (evento ocorrido no ano de1844). Hoje está entre as principais denominações evangélicas do mundo, estando presente em quase todas as nações do globo.
O termo "adventista" refere-se à crença no advento, ou seja, na segunda vinda de Jesus à Terra. O termo "sétimo dia" é uma referência à crença do sétimo dia da semana como sendo o dia da semana que Deus estabeleceu para o descanso físico e espiritual do homem.

Origem
A IASD é originária do Movimento Millerita, que foi parte do Segundo Grande Despertar ocorrido na década de 1840 na região a oeste dosEstados Unidos, cujo território na época estendia-se até as áreas próximas aos montes Apalaches.
Embora o nome "Adventista do Sétimo Dia" tenha sido escolhido em 1860, a denominação oficialmente foi organizada em 21 de maio de 1863, quando o movimento já se compunha de cerca de 125 igrejas e 3.500 membros.

Expansão
A IASD concentrou-se na América do Norte até 1874, quando John N. Andrews foi enviado para a Suíça como primeiro missionário oficial além-mar. A África teve seu primeiro contato com o adventismo em 1879, quando o Dr. H. P. Ribton, um recém-convertido na Itália, mudou-se para o Egito e abriu uma escola, mas o projeto foi encerrado quando houve uma revolução nas redondezas da escola. O primeiro país não-protestante a ser atingido foi a Rússia em 1889 com a chegada de um ministro.
Em 20 de outubro de 1890 a escuna Pitcairn aportou em São Francisco, Califórnia e logo se ocupou em levar missionários para as Ilhas do Pacífico. Os adventistas do sétimo dia entraram em países não-cristãos pela primeira vez em 1894 – Costa Dourada, (Gana), África Ocidental, e Matabeleland, África do Sul. Neste mesmo ano missionários foram enviados à América do Sul, e em 1896 havia também representantes no Japão.
Em 1929, o pastor H.M.S. Richards transmitiu uma série de temas bíblicos na rádio KNX, em Los Angeles, Califórnia. Na ocasião, os amigos de Richards o repreenderam dizendo que usar o rádio para a pregação era um engano de satanás. Apesar das críticas ele prosseguir seu trabalho com grandes resultados, se tornando um pioneiro na pregação do Evangelho nos meios eletrônicos.
Em 1937, a série bíblica passou a ser apresentada em uma rede de rádio e transmitida em vários estados americanos. Foi ai que o programa passou a chamar-se A Voz da Profecia, programa que até hoje é transmitido em vários países e línguas.

A IASD tem apresentando um crescimento notável na América do Sul e África com atuação reconhecida na área de saúde. Nos Estados Unidos a denominação apresentou crescimento líquido de 11% no período de 1990 a 2001, segundo estudo da City University of New York,indo de 668.000 a 724.000. Atualmente apresenta naquela localidade 908.450 membros (crescimento de 25% em 5 anos).
Em um século e meio, a Igreja Adventista do Sétimo Dia cresceu de um grupo de pessoas de várias denominações que estudavam a Bíblia, para uma comunidade mundial, totalizando em 2006 mais de 15 milhões de membros batizados e outros 6 milhões de simpatizantes espalhados em 208 países do globo. Estima-se que, levando-se em conta as crianças e outros membros ainda não batizados, como fazem as outras igrejas, o número de adventistas chegue aos 30 milhões.