sexta-feira, 27 de março de 2009

Pentecostais vs. Neopentecostais

Os neopentecostais formaram um grupo coexistente com os pentecostais, mas com uma identidade distinta. Possuem uma forma muito sobrenaturalista de encarar sua vida religiosa, com ênfase na busca de revelações diretas da parte de Deus, de curas milagrosas para doenças e uma intensa batalha espiritual entre forças espirituais do bem e do mal, que afirmam ter consequências diretas em sua vida cotidiana. São, em geral, mais flexíveis em questões de costumes em relação aos Pentecostais tradicionais.
Segundo Alan B. Pieratt:
” Os ensinos da prosperidade não tiveram origem no pentecostalismo. Todavia, a tendência das denominações pentecostais de aceitarem as afirmações de autoridade profética criou um espaço teológico onde a doutrina da prosperidade pode afirmar-se e crescer... Nossa primeira conclusão histórica, diz Pieratt, é que o pentecostalismo foi o portador desta doutrina, mas ela necessariamente não faz parte das crenças pentecostais.”
Os pentecostais clássicos e as igrejas históricas tradicionais geralmente criticam a teologia da prosperidade e o modelo de células por meio do G12, presente em algumas das denominações neopentecostais, contudo, uma parte de seus líderes já vem incorporando, ao longo dos anos, muitos dos ensinos ditos neopentecostais.


quinta-feira, 26 de março de 2009

Neopentecostalismo

O neopentecostalismo é uma vertente do evangelicalismo que congrega denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais (batistas, presbiterianos, etc). Surgiram sessenta anos após o movimento pentecostal do início do século XX (1906, na Rua Azuza), ambos nos Estados Unidos da América.
Em alguns lugares são chamados de carismáticos, tendo como exceção o Brasil, onde essa nomenclatura é reservada quase exclusivamente para um movimento dentro da Igreja Católica chamado Renovação Carismática Católica, mas aos poucos o termo vem sendo resgatado por pentecostais e neopentecostais no País.
O Movimento Carismático principiou-se nas denominações históricas (Metodista, Batista, Presbiteriana, etc). Posteriormente surgem igrejas de inspiração e cultura mais pentecostais ou pentecostais renovadas. Assim surgem: A Convenção Batista Nacional, que reúne as igrejas de "renovação espiritual", incluindo a Batista da Lagoinha desde 1967 (são moderadas, conhecidas como "renovadas"); As Igrejas Pentecostais Sinais e Prodígios, fundada em 1970; A Igreja Renascer em Cristo, em 1986 e novas igrejas apostólicas surgidas a partir da década de 1990, como o Ministério Internacional da Restauração, fundado por Renê Terra Nova em 1992, como Primeira Igreja Batista da Restauração em Manaus. Surgem também as denominações novas, não oriundas de igrejas históricas, mas de líderes hábeis e influentes. Tal é o caso de: Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), fundada por Edir Macedo em 1977 no Brasil e a Igreja da Graça, fundada por R.R. Soares.

Crítica
O sucesso do movimento teria seu fundamento na pulverização teológica promovida por Mary Baker depois por Essek William Kenyon ao misturar o gnosticismo das religiões metafísicas com o cristianismo pentecostal.
Todas estas doutrinas: Batalha Espiritual, Confissão positiva, Maldições hereditárias, Possessão de crentes, teriam origem no ensino teológico dos movimentos de fé norte-americano.
Uma das maiores críticas ao movimento neopentecostal é a ênfase que algumas denominações dão aos ensinos da confissão positiva, conhecido popularmente como "Teologia da Prosperidade", de acordo com Paulo Romeiro, em seu livro "Super Crentes, o Evangelho segundoKenneth Hagin, Valnice Milhomens e os Profetas da Prosperidade ", é a corrente doutrinária que ensina que uma vida medíocre do cristão indica falta de fé. Assim, a marca do cristão cheio de fé e bem-sucedido é a plena saúde física, emocional e espiritual, além da prosperidade material. Pobreza e doença são resultados visíveis do fracasso do cristão que vive em pecado ou que possui fé insuficiente.
Ainda de acordo com o Dictionary Of Pentecostal And Charismatic Movements (Dicionário dos Movimentos Pentecostal e Carismático), "Confissão positiva é um título alternativo para a teologia da fórmula da fé ou doutrina da prosperidade promulgada por vários televangelistas contemporâneos, sob a liderança e a inspiração de Essek William Kenyon. A expressão "confissão positiva" pode ser legitimamente interpretada de várias maneiras. O mais significativo de tudo é que a expressão "confissão positiva" se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão.
Confissão Positiva torna-se, em verdade, parte do movimento Neopentecostal que surge nos Estados Unidos no início dos anos 60. Seus ensinos têm relação com as doutrinas da prosperidade ."


quarta-feira, 25 de março de 2009

Deuteropentecostalismo

Deutero-Pentecostalismo (ou Deuteropentecostalismo) é o termo que designa a segunda onda do movimento Pentecostal que surgiu nadécada de 1950, como no Brasil, quando chegaram a São Paulo dois missionários norte-americanos, Harold Williams e Raymond Boatright, da International Church of The Foursquare Gospel (grupo que nos Estados Unidos é considerado como Pentecostal de primeira onda).
Na capital paulista eles criaram a Cruzada Nacional de Evangelização e, centrados na cura divina, iniciaram a evangelização das massas, principalmente pelo rádio, contribuindo bastante para a expansão do pentecostalismo no Brasil. Fundaram depois a Igreja do Evangelho Quadrangular.
No seguimento, surgem grupos semelhantes, tais como O Brasil para Cristo, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja Unida, Igreja do Evangelho Quadrangular , Casa da Bênção entre outras.
O Deutero-Pentecostalismo enfatiza a cura divina e profecias, embora valorize o falar em línguas, distingue-se do Pentecostalismo Clássico pelo seu menor foco nesse carisma. Quanto à ética e costumes, há uma polarização, e tornou se mais rígido, caso da Igreja Pentecostal Deus é Amor, ou mais liberal como na Igreja do Evangelho Quadrangular.



domingo, 22 de março de 2009

Imagens Biblicas

Jefté ( Leia Juizes 11 )

sábado, 21 de março de 2009

Mensagem da Semana


A Fé e a Corda



Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios.

Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o Aconcágua. E ele queria a glória somente para si. Resolveu então escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de a escalada tornar-se difícil.

Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preparado para acampar e resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo.

Escureceu e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo á frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.

Subindo por uma "parede", apenas 100 metros do topo,ele escorregou e caiu...Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão .Sentia apenas uma terrível sensação de estar sendo sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo e, nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido.

De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade! Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.

Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou nada além dele gritar: "Oh, meu Deus! Me ajude!"

De repente uma voz grave e profunda respondeu: "O que quer de mim, meu filho?"

"Salve-me, meu Deus, por favor!"

Você realmente acredita que Eu possa te salvar?"

"Eu tenho certeza, meu Deus!"

"Então corte a corda que mantém você pendurado..."

Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se a largasse morreria.

Conta o pessoal do resgate que no outro dia encontraram um alpinista congelado, morto, agarrado com as duas mãos a uma corda.... a não mais de dois metros do chão.

E você? Está segurando a corda?

CICATRIZ

Sempre haverá em mim
Uma marca
Vou leva-la até o fim
O tempo não apaga
Nada a faz mudar
Nem desaparecer
Vai me acompanhar
Enquanto eu viver

Essa marca e sinal
Vai aos poucos ficar invisível
Não vai me fazer nenhum mal
Mesmo sendo irreversível
E eu vou ser feliz
Mesmo com essa cicatriz
(Mesmo com uma Cicatriz)

Sempre haverá em mim
Um sinal de luto
Como algo que é sem fim
Apesar de tudo
Sei que vou continuar
Lutando por viver
Deus vai me ajudar
Mesmo ferido, vou vencer

Claudionor Neto

sexta-feira, 20 de março de 2009

Congregacionalismo no Brasil

O Congregacionalismo brasileiro não tem suas origens históricas no Congregacionalismo Britânico ou norte-americano, mas sim no trabalho missionário indenominacional realizado pelo médico-missionário escocês de origem presbiteriana Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley, que chegaram ao Brasil em 1855. Eles começaram um trabalho de evangelização e mais tarde fundaram, no Rio de Janeiro, aIgreja Evangélica Fluminense (11/07/1858), a Igreja Evangélica Pernambucana, no Recife, e uma congregação que se tornou Igreja Evangélica de Niterói (1863,atual 1ª Igreja Evangélica e Congregacional de Niterói). Todas essas igrejas eram apenas igrejas evangélicas brasileiras, sem nenhum vínculo denominacional com igrejas no exterior.
Apesar de ter sido batizado na Igreja da Escócia (presbiteriana), Kalley não possuía vínculos com nenhuma denominação. Em certa ocasião Kalley escreveu: "eu não sou presbiteriano e nem estou em contato com qualquer tipo de igreja - sou irmão de qualquer cristão independente de sua denominação"
Neste ponto, suas crenças eram bem parecidas com a dos Irmãos de Plymouth (Casa de Oração), que, no Brasil, teve origem na mesma Igreja Evangélica Fluminense. Em outros pontos, como atestado pelo Dr. Kalley no folheto "Darbismo", ele discordava dos Irmãos de Plymouth, por exemplo quanto ao Dispensacionalismo, doutrina a que o Reverendo se opunha radicalmente.
Ao estabelecer igrejas no Brasil, Kalley se afastou da tradição presbiteriana, rígida em matéria de organização eclesiástica, e introduziu uma estrutura congregacionalista, onde cada igreja local é independente e autônoma. Além disso, Kalley deixou também a prática do batismo de recém-nascidos, que é realizado tanto por presbiterianos quanto por congregacionais de outros países. Por causa disso, algumas pessoas identificaram as igrejas que Kalley fundou como batistas. Quando o missionário William Bowers foi enviado ao Recife para pastorear a Igreja Evangélica Pernambucana, por um equívoco foi divulgado que ele estava sendo ordenado para o pastorado de uma igreja batista. Acerca disso Kalley se pronunciou e escreveu enfaticamente demonstrando sua desaprovação:
"Desde o início o nome da igreja tem sido, 'Igreja Evangélica', e ela é filha da Igreja Evangélica do Rio, e nenhuma das duas têm sido igrejas batistas... Eu não sou batista; não tenho nada a ver com diferenças denominacionais... Eu sabia que ele [Bowers] foi batizado como crente e que se opõe ao batismo de crianças. Eu sabia que ele não considera a imersão como essencial ao batismo cristão em água, e me dispus a conduzi-lo ao pastorado da igreja sem nenhuma inovação, e fiquei feliz por poder ajudá-lo a ir e trabalhar como ministro cristão (como eu sempre tenho sido), sem restrições denominacionais" 
Era dessa forma que Kalley definia a si mesmo: um ministro cristão, sem restrições denominacionais. Ainda acerca da Igreja Evangélica Pernanbucana, Kalley escreveu em outra ocasião:
"A Igreja Evangélica Pernambucana não pertence a nenhuma denominação estrangeira; não é presbiteriana porque esta considera válido o batismo romano e pratica o batismo de crianças; aproxima-se mais da denominação batista, mas prefere ter a liberdade de admitir à comunhão qualquer crente fiel e obediente ao Senhor... É, pois, uma igreja evangélica brasileira".
Em 1913, as Igrejas originadas do trabalho de Kalley se agruparam na União de Igrejas Evangélicas Indenominacionais do Brasil, que mais tarde, depois de várias mudanças de nome, seria chamada de União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (UIECB). O termo "Congregacional" foi adotado por essas igrejas (apesar da resistência inicial) para designar o regime de governo pelo qual são regidas, e não para indicar suas origens históricas, uma vez que essas igrejas são fruto de um trabalho indenominacional, sem nenhuma relação com as Igrejas Congregacionais Britânica ou Norte-Americana.
Sobre a obra Congregacional no Brasil, Erasmo Braga, estudioso do protestantismo brasileiro, escreveu em 1931: "Sua característica peculiar é o fato de que se trata de um movimento inteiramente nacional, que nunca esteve eclesiasticamente sujeito ou foi financeiramente dependente de qualquer sociedade estrangeira e representa na América Latina uma tendência muito significativa, a saber, uma resposta de mentes ibero-americanas ao Evangelho que não pode ser atribuída à atividade missionária estrangeira".
A UIECB junto com a AIECB (Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil), constituem as duas principais e maiores fraternidades do Congregacionalismo brasileiro. A UIECB, porém, tem sofrido algumas divisões recentes, geralmente relacionadas com sua modernização e com o distanciamento das doutrinas Calvinistas que caracterizam o Congregacionalismo histórico. A AIECCB (Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Conservadoras do Brasil)e a AICK (Associação das Igrejas Congregacionais Kalleyanas) são dois frutos destas divisões.
As Igrejas originadas do trabalho de Kalley, subscrevem como declaração de fé a Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo. Elas batizam adultos por aspersão, não batizam crianças (exceto a AICK), e em seu corpo eclesiástico possuem pastores, presbíteros e diáconos.

Os grupos congregacionalista brasileiros são:
Igreja Cristã Evangélica do Brasil, que por algum tempo esteve associada com a UIECB.
Igreja Evangélica Congregacional do Brasil, de origem alemã pietista, sua presença está concentrada em sua maior parte na Região Sul do Brasil.
Associação das Igrejas Evangélicas Congregacionais Conservadoras do Brasil (AIECCB) - formada em 1998 em uma assembléia realizada na Igreja Congregacional da Avenida Canal em Campina Grande - PB.
Associação das Igrejas Congregacionais Kalleyanas (AICK) - formada em 2008 em uma assembléia realizada na Segunda Igreja Congregacional de Magé - RJ.
Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Brasileiras
Comunhão das Igrejas Bíblicas Congregacionais
A UIECB é um dos membros fundadores da Fraternidade Mundial Evangélica Congregacional.